Repare: eu não conheci homens com mais de 60 ou 70 anos. Os que aqui me refiro são meus contemporâneos. Viram a mim, ou mulheres como eu, crescerem junto com eles. Jogaram queimado conosco. Nos chamaram para dançar música lenta nas festinhas prédio. Ficaram com raiva quando, no terceiro ano, só pensávamos em meninos da faculdade. Eles sabem muito bem quem são as tais novas mulheres independentes. Até pq, muitos já foram criados por elas. A tal revolução sexual e o escambau não é de hoje. Então pq eles não sabem o que fazer?
Até o cafageste está em falta. O velho cafageste, aquele que seduzia, comia e abandonava não age mais assim. No máximo ele seduz, dá uns beijos e foge, com medo de ter que lidar com uma mulher independente e raivosa. Já os rapazes bons e respeitadores, meu Deus... Desses eu não tenho mais notícias. Devem estar escondidos, com medo de se apaixonarem por uma mulher independente e que, mesmo os amando, não vão abrir mão do chopp com as amigas.
E os artistas perturbados? Alguém tem visto um por ai? Estes, só tem coragem de se meter com meninas bem novas, que preocupam suas mães e professores por estarem se envolvendo com um homem mais velho e depressivo. Se aparece uma mulher que tem argumentos para questionar a sua depressão onanista, passam ao largo.
Ainda tem aqueles que transferem toda a responsabilidade da manutenção da história para a mulher. Elas que tem que ligar, que perguntar, que sugerir. Eles não querem dar um prego numa barra de sabão para garantir a transa depois da garrafa de vinho (que ela levou prara a casa dele). Eles dão uma canseeeeira...
É verdade que conheci homens diferentes. Existem sim homens possíveis e com autocontrole o bastante para aceitar alguém que não será sua mãe, nem seu receptáculo de esperma, tampouco sua mecenas. Mas conto nos dedos de uma mão. Não me venham com essa de inveja do pênis. Não dá pra ter inveja de quem vive assim.


